Preso em Fortaleza, líder de cartel mexicano de drogas será transferido


O mexicano, de 42 anos, foi preso por policias federais na entrada de um resort em Aquiraz (Foto: Reprodução)


O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência de José Gonzalez-Valencia, líder de um cartel de drogas no México, para a Penitenciária Federal de Mossoró (RN). O mexicano está preso na Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará. Ele foi detido no último dia 27 de dezembro em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza, quando passava férias de fim de ano com a família no Estado depois de ingressar no Brasil com passaporte boliviano.

José é apontado como líder do cartel de drogas mexicano "Jalisco Nueva Generación" (CJNG), também conhecido como “Chepa”, “Camaron” e “Santy”. A transferência foi decidida nos autos da Extradição (EXT) 1505, formulada pelos Estados Unidos da América.

Decisão do STF

Em janeiro de 2018, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, em regime de plantão durante as férias coletivas dos ministros, negou o pedido de transferência para o sistema prisional do Estado do Ceará, sob o argumento de que a PF não especificou quais seriam as alegadas deficiências que impediriam a permanência do extraditando em seu núcleo de custódia. A delegada da Polícia Federal pediu a reconsideração desta decisão, com a transferência de Valencia para uma penitenciária federal.

Para o ministro Celso de Mello, "estão presentes no caso os motivos que justificam a transferência". Ele explicou que "o extraditando está sendo investigado por supostamente integrar alto escalão de uma organização do tráfico de drogas sediada no México, que transportou carregamentos com toneladas de cocaína visando à distribuição nos Estados Unidos da América".

Transferência

Segundo o ministro, o caso de José "assume relevância em termos de segurança prisional do extraditando na custódia da Superintendência Regional da Polícia Federal cearense. A delegda da Polícia Federal destaca que a transferência é necessária porque "especialmente, nos períodos noturnos, o efetivo é consideravelmente reduzido”.

O ministro lembrou ainda que o diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional confirmou a existência de vaga na Penitenciária de Mossoró.

Fonte: Diário do Nordeste

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