"Alguém acredita no Ciro?", diz Bolsonaro após críticas do adversário


"Alguém acredita no Ciro Gomes?". Assim Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL à Presidência da República, respondeu às declarações do concorrente do PDT na sabatina promovida por UOL (Foto: Reprodução)


"Alguém acredita no Ciro Gomes?". Assim Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL à Presidência da República, respondeu às declarações do concorrente do PDT na sabatina promovida por UOL, Folha de S.Paulo e SBT nesta segunda-feira (21). Durante a entrevista, Ciro disse que Bolsonaro é uma "grave ameaça" ao país, mas que seria o adversário menos difícil de ser derrotado em um eventual segundo turno.

"É lógico que ele está desdenhando. Eu não tenho [tempo de] TV, não tenho fundo partidário, eu não tenho nada. Eu tenho o povo comigo. E não tenho obsessão pelo poder. O que está acontecendo comigo aqui é uma missão de Deus. E vamos em frente", rebateu Bolsonaro, que participou nesta segunda de uma palestra para empresários, no Rio de Janeiro.

O pré-candidato do PSL também ironizou o oponente: "Ele falou que ia sequestrar o Lula se chegasse ordem de prisão... Não sequestrou".

Bolsonaro fez ainda críticas ao tucano João Dória, que deixou a Prefeitura de São Paulo para concorrer ao governo do Estado. Em entrevista nos Estados Unidos, o pré-candidato do PSDB havia afirmado que uma aliança entre partidos de centro seria o caminho para evitar um "desastre", em referência a uma possível vitória de Bolsonaro

"Vai ser um desastre para a corrupção no Brasil, na qual o seu partido está até o pescoço", declarou.

Questionado sobre a formação de sua chapa, Bolsonaro negou ter convidado a advogada Janaina Paschoal para ocupar a função de vice. Segundo ele, houve apenas uma conversa entre os dois, por telefone, e que eleição presidencial não foi um dos assuntos abordados. "Conversei com ela por telefone, foram dez ou 15 minutos, e não toquei nesse assunto. Conversamos de vários assuntos, mas não esse."

Os jornalistas que estavam no evento insistiram na pergunta, mas ele se esquivou e não elencou nomes. "Tanto faz. Alguém que agregue, tenha boas ideias e trânsito em vários setores da sociedade. Não interessa se é homem ou se é mulher."

Economia

Em discurso, o pré-candidato abordou questões referentes à economia, mas não aprofundou reflexões sobre o tema. Por mais de uma vez, disse que delegaria a missão a pessoas que, de fato, entendessem no assunto, como o economista Paulo Guedes. Embora ainda não confirme o nome dele para o Ministério da Fazenda em uma eventual gestão Bolsonaro, o político diz que está "namorando" Guedes.

"Eu tenho uma história de palavra. Mesmo questões como o regime militar, nunca deixei de fugir do debate com vocês [jornalistas]. Questão de economia, o meu grande conselheiro é o Paulo Guedes, entre outros do ciclo de amizade nosso. Pretendo tratar a economia de acordo com a orientação deles."

"Eu não sou inconsequente. Eu não tenho na ponta da língua a solução para o Brasil. Às vezes, eu não tenho nem para a minha casa a solução, onde são quatro pessoas que moram dentro de casa. Imagina para o Brasil. Eu tenho que ouvir todo mundo."

Bolsonaro disse ser favorável às privatizações, mas com uma postura conservadora em relação a "questões estratégicas". Segundo ele, áreas como minas e energia, por exemplo, são fundamentais para o país e não devem ser privatizadas. "Não podemos ser inquilinos de nós mesmos", comentou.

"Essas questões estratégicas [não podem] passar para capital de país nenhum no mundo. Temos que fazer de tudo para ficar aqui dentro. Na última, se você tiver morrendo, aí você pode pensar nisso."

Questionado sobre sua posição a respeito da privatização da Eletrobras, o pré-candidato respondeu que precisava antes "ver o modelo". "Em princípio, eu reagiria a isso aí. Mas tenho que ver o modelo. O Brasil não pode ser um país em situação de leilão."


Uol
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