Dupla se passando por policiais rapta homem de sua casa e o assassina em Lavras da Mangabeira


“Cícero da Pazinha” morava no bairro Cruzeiro e o corpo encontrado num matagal às margens da BR-230 (Foto:Reprodução/Google)


Após exatos 20 dias de tranqüilidade um novo homicídio foi registrado no município de Lavras da Mangabeira. Por volta das 08h30min desta quarta-feira, em um matagal às margens da BR-230 no Sítio Carnaubinha (Distrito de Mangabeira), foi encontrado o cadáver do ex-presidiário Cícero Dourado França, de 42 anos, o "Cícero da Pazinha". Ele morava na Rua Horácio Tavares, 20 (Bairro Cruzeiro) em Lavras, e apresentava marcas de perfurações à bala.

A polícia foi avisada e uma patrulha com o Sargento Germano e os Soldados J. Gondim e Greenwich esteve no local. Depois, tomaram conhecimento que a vítima tinha sido raptada de sua residência por dois homens que ali chegaram às 20h30min de ontem num veículo Corolla de cor prata se passando por policiais. A dupla mandou “Cicero da Pazinha” colocar as mãos na cabeça, o revistaram e determinaram que entrasse no carro que partiu em alta velocidade.

Ainda de acordo com a testemunha, Maria do Rosário Ferreira da Silva, de 42 anos, os seqüestradores mandaram que a mesma não olhasse para eles. Ela é a ex-companheira do ex-presidiário morto a tiros no último dia 12 de abril naquele mesmo bairro, sendo os dois homens assassinados eram comparsas em ações criminais. Cícero da Pazinha já esteve preso na Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (PIRC) em Juazeiro e respondia por crimes de tráfico de drogas, assaltos e formação de quadrilha.

No dia 4 de junho de 2017 ele e Manoel Naquelfio Leite do Nascimento, de 46 anos, o “Anacleto”, foram presos em flagrante por tráfico de drogas e já respondiam Ação Penal, juntos, a partir de Inquérito Policial protocolado no dia 26 de junho de 2014 na Comarca de Lavras da Mangabeira. No ano passado, Cícero e Anacleto estavam no Parque do Povo em Lavras vendendo drogas quando a polícia os prendeu com trouxinhas de maconha.

Este foi o primeiro homicídio de maio em todo o Cariri e o quarto de 2018 em Lavras ou 33,3% em relação aos 12 assassinatos registrados no ano passado no município. O último deste ano tinha acontecido no dia 12 de abril quando o ex-presidiário “Anacleto”, foi morto a tiros dentro de sua casa na Rua Fideralina Augusto Lima, 196 no bairro Cruzeiro. Ele era usuário de drogas e respondia por crimes de tráfico, furto e violência doméstica exatamente contra Maria do Rosário, a testemunha do rapto de ontem.




Por Demontier Tenório
Miséria.com.br

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