Ex-Pânico é portador de autismo: `Prejudica no convívio com as pessoas´


Charles Henrique, ex-integrante do Pânico, teve sua condição revelada pela irmã no programa Domingo Show (Foto:Reprodução)


Ex-integrante do Pânico, Carlos Henrique de Andrade Adão, conhecido pelo personagem Charles Henriquepédia, foi entrevistado por Geraldo Luís no programa Domingo Show, da Record, neste domingo (29). O apresentador investiu no boato de que ele teria virado flanelinha e foi ao Rio de Janeiro para conversar com parentes e amigos do humorista. Acabou descobrindo que Carlos Henrique é portador da Síndrome de Asperger, um dos espectros do autismo.

"O Henrique tem essa deficiência mental, mas tem um coração enorme", disse Carla, irmã de Henriquepédia. "Isso prejudica ele no convívio com as pessoas. O diagnóstico veio quando ele tinha uns 15 ou 16 anos. Ele teve muita dificuldade de adaptação nas escolas. Se a professora cometesse erros na lousa, ele a advertia."

A Síndrome de Asperger faz com que seus portadores tenham uma percepção diferente do mundo e sofram de ansiedade. O problema dificulta o trato social no dia a dia, mas não interfere na capacidade de aprendizado. Em Malhação - Viva a Diferença, a protagonista Benê (Daphne Bozaski) era portadora da doença.

"Ele não toma nenhum remédio hoje em dia. Quando tomou, começou a atrapalhar. Ficou muito lento. E o Charles sempre foi muito falante e ativo", afirmou Carla.

O grande drama a ser explorado pelo programa, no entanto, era o atual emprego do humorista. Geraldo Luís, reservou para os últimos minutos de sua reportagem a pergunta que ele prometeu ao longo de quase duas horas de programa: Charles virou flanelinha no Rio de Janeiro?

"Não", disse Charles. "Eu sempre levo uma toalhinha quando saio de casa para secar o meu rosto, por causa da minha transpiração. Essa história de que estou trabalhando como flanelinha é boato", garantiu.

Geraldo Luís insistiu nas perguntas, e Charles garantiu que nunca trabalhou como flanelinha em sua vida e tampouco pediu esmolas na rua. "Nunca fiz isso. Eu tenho muitos amigos na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), onde a foto foi tirada, e eles me dão uma ajuda em dinheiro", afirmou.

Carreira

A memória de elefante de Carlos Henrique de Andrade Adão chamou a atenção dos integrantes do Pânico, que o contrataram para o elenco fixo em 2009, quando o programa ainda era exibido pela RedeTV!.

Em 2012, ele deixou o humorístico para se candidatar a vereador do Rio de Janeiro, mas teve uma votação inexpressiva e não foi eleito.

Fora da TV, foi trabalhar com shows de humor, eventos e fez participações em programas do SBT, mas sonhava em voltar à trupe de Emílio Surita. Para emocionar os antigos colegas, declarou em uma entrevista que estava fazendo bicos de catador de papelão e que pedia esmolas na rua, informação posteriormente desmentida por sua irmã, Carla.

Em 2014, voltou a fazer participações no Pânico e foi escalado esporadicamente até o fim do programa na Band, em dezembro de 2017. A Geraldo Luís, ele apelou para ter um novo emprego na televisão.

"Depois que o Pânico acabou, estou esperando voltar para a TV. Pode ser na Band, SBT, Record ou RedeTV!. Quem tiver um espaço pra mim, eu quero", avisou.

Fonte: Notícias da TV

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