Justiça decreta prisão preventiva de PM suspeito de balear cantor durante briga


Em vídeo do momento da confusão, policial é visto sacando a arma e defesa alega que ação foi exercício de sua profissão como policial (Foto: Reprodução)


A juíza Valdênia Moura Marques, da 9ª Vara Criminal de Teresina, decretou nesta terça-feira (22) a prisão preventiva do cabo da Polícia Militar do Piauí, Wanderley da Silva. Ele estava em liberdade provisória desde 17 de março e não poderia andar armado fora de serviço, mas envolveu-se em uma briga em que baleou o cantor Saulo Dugado. A defesa já afirmou que vai recorrer.

O policial é investigado por participação no sumiço de R$ 300 mil do Banco do Nordeste em 19 de dezembro de 2017, após uma tentativa de assalto. Ele e Erasmo Furtado foram postos em liberdade sob algumas condições impostas pela justiça.

“O réu está liberdade desde 17/04/2018, quando este Juízo, acompanhando a manifestação do Ministério Público Militar concedeu ao mesmo liberdade provisória sob condições, entre essas a de não andar armado, salvo se em serviço. (...) O representante do Ministério Público, ao formular o pedido de decretação da prisão preventiva (...) juntou aos autos Ofício da Corregedoria da PMPI informando que o réu efetuou disparos de arma de fogo contra Saullo Soares Palha Dias, descumprindo, assim, uma das condições impostas no alvará de soltura”, diz a juíza na decisão.

A defesa informou que vai recorrer da decisão, solicitando habeas corpus à justiça, alegando que o policial é obrigado por lei a agir ao presenciar um crime e que a arma usada na ocasião era de propriedade do policial e não da PM-PI. A defesa afirmou que ele registrou um boletim de ocorrência relacionado às agressões que alega ter sofrido por parte do cantor.

Ele relatou ter sofrido agressões físicas, injúria e ter sido desacatado, já que teria se apresentado como policial ao tentar conter uma briga. A corregedoria da PM, segundo a defesa, também será notificada.

Fonte: G1

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