No Dia do Trabalho, reveja histórias de trabalhadores informais que são a cara de Juazeiro


Releia histórias de trabalhadores informais que fizeram sucesso no Miséria (Foto: Normando Sóracles e Felipe Azevedo)


Neste Dia do Trabalho, o Site Miséria relembra as histórias contadas sobre figuras conhecidas, que fazem do seu negócio informal o próprio sustento. São trabalhadores de rua, gente que insiste na lida por acreditar nos frutos do trabalho honesto. Você lembra deles?

Os exemplos contados aqui são de um homem e duas mulheres batalhadoras que decerto não costumam usar a expressão ´vencer na vida´, muito menos ouviram falar nas conquistas por meritocracia. Estas pessoas fazem do seu pequeno negócio a sua maior riqueza, e precisam lidar diariamente com as dificuldades do desemprego e, por vezes, o desamparo das questões trabalhistas.

TAPIOCA POR APP

A primeira história foi contada em 18 de dezembro de 2016, e mostra  Maria do Socorro Ribeiro dos Santos, 45, que largou o emprego onde ganhava um salário mínimo e arriscou na lida como autônoma. Ela inovou quando passou a aceitar pedidos via WhatsApp para as tapiocas que faz na porta de um grande centro comercial em Juazeiro do Norte. Leia aqui a matéria completa.


Dona Socorro vende tapioca e inova com pedidos via Whatsapp na porta de um centro comercial em Juazeiro (Foto: Normando Sóracles/Agência Miséria)

REI DO PANFLETO

Quem costuma passar pelo semáforo do cruzamento das avenidas Padre Cícero com Castelo Branco, em Juazeiro do Norte, provavelmente já encontrou um rapaz cheio de papel na mão, com o braço estendido esperando que o vidro abaixe. O nome dele é Maciel, de 36 anos, e há 8 trabalha por ali entregando panfletos.

O serviço é completo: durante os 30 segundos que o sinal se mantém fechado, ele apressa o passo, percorre cerca de dez carros e, em cada um, explica ao motorista do que se trata a propaganda, "promoção de colchão pra senhora", e após isso entrega o folheto.  Leia mais.


Maciel é conhecido como Rei dos Panfletos e se orgulha do título (Foto: Felipe Azevedo/Agência Miséria)

MOUSSE NO MICROFONE

A jovem Alexandra de Brito Mascarenha, desempregada e sem perspectiva de trabalho, resolveu por si só enfrentar o problema e buscar uma solução. A renda do marido que trabalha como entregador de gás não supria as necessidades,  fazer e vender mousse no centro da cidade foi uma ideia que vem dando certo.

Com um microfone de lapela - do mesmo que usou Silvio Santos na época de camelô -, Alexandra usa da própria voz como principal instrumento de divulgação do seu produto. Começou vendendo "com a garganta", como ela mesmo diz, mas resolveu investir no equipamento quando as vendas começaram a virar. A história completa está aqui.


Alexandra vende mousse no Centro de Juazeiro pra "não ficar parada" (Foto: Normando Sóracles/Agência Miséria)



Por Felipe Azevedo/Agência Miséria
Miséria.com.br

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