Para centrais, usar Força Nacional é "apagar fogo com gasolina"


A decisão do governo de endurecer no tratamento com os grevistas não foi bem recebida pelos caminhoneiros (Foto: Reprodução)


As centrais sindicais criticaram a decisão do governo de usar a Força Nacional de Segurança para desobstruir as estradas bloqueadas pelos caminhoneiros desde segunda-feira. Na opinião das entidades, o endurecimento da negociação só ‘acirra o conflito e dificulta uma solução equilibrada’.

“A proposta do governo de convocar as Forças Armadas, como instrumento de repressão é querer apagar fogo com gasolina”, afirma nota assinada pelos presidentes de seis centrais sindicais – CUT, Força Sindical, UGT, CTB e Nova Central.

Para ajudar na pacificação da situação, as centrais divulgaram nova informando que ‘decidem se colocar à disposição como mediadoras na busca de um acordo que solucione o caos social que o país caminha’.

Na opinião das entidades, o acordo deve levar em conta ‘a justa reivindicação dos trabalhadores e as necessidades do país’.

A decisão do governo de endurecer no tratamento com os grevistas não foi bem recebida pelos caminhoneiros que não aceitaram o acordo negociado ontem. “O governo vai provocar uma revolução”, disse o presidente Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Estado do Rio de Janeiro, Nélio Botelho, sobre a decisão do governo de colocar as Forças de Segurança para desobstruir as rodovias.

O acordo previa uma trégua de 15 dias na greve iniciada na segunda-feira. O presidente Michel Temer disse que o governo atendeu as principais reivindicações dos caminhoneiros, que não cumpriram com a promessa de suspender a greve. “Esse deveria ter sido o resultado do diálogo. Muitos caminhoneiros estão fazendo sua parte, mas infelizmente uma minoria radical tem bloqueado estradas e impedido que muitos caminhoneiros levem adiante seu desejo de atender a população e fazer seu trabalho.”


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