Polícia abre inquérito sobre estupro contra estudante da UNIFOR; OAB e MP se manifestam


Estudante, que vinha sofrendo ameaças, denunciou estupro na Delegacia da Mulher. (Foto: Reprodução)


A Polícia Civil do Estado do Ceará está investigando o caso de estupro contra uma estudante universitária de 33 anos em Fortaleza. No boletim de ocorrência, a estudante declarou que vinha sofrendo ameaças de violência física e sexual por motivações políticas. A Ordem dos Advogados do Brasil e o Ministério Público Estadual lançaram notas em apoio à investigação e repúdio ao crime sexual.

Segundo denúncia, o crime aconteceu na noite desta quinta-feira (25), no bairro Edson Queiroz, no entorno da UNIFOR, onde ela estuda, dois dias após ter procurado a Polícia para formalizar denúncia das ameaças que vinha sofrendo por supostos colegas de Universidade. 

Além de políticas, as ameaças teriam teor racistas e misóginos, pela estudante ser mulher e negra.  "Aqui não é o seu lugar, aqui não é lugar de escravos e negros", teria dito o agressor.  “Macaca, suja, eu sei o que vou fazer com você. Vou te colocar no seu lugar, lugar de escrava. E sabe o que a gente faz com escrava? A gente estupra”, ele continuou.

Ainda segundo relato, as ameaças tomaram maiores proporções pelo WhatsApp. Dois dias após o B.O, as ameaças se concretizaram.

REPERCUSSÃO 

A Ordem dos Advogados do Brasil lançou nota através do Observatório da Intolerância Política e Ideológica no Ceará em parceria com a  Defensoria Pública do Estado do Ceará,  Defensoria Pública da União do Ceará e  Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos. Em nota, afirmou:  "Todos os procedimentos cabíveis (nas esferas legal e criminal) e medidas administrativas estão sendo adotados para identificação do autor, responsabilização e resguardo da integridade da estudante. Os detalhes do caso são sigilosos em respeito à privacidade e à segurança da vítima"

O Ministério Público disse que "por meio do Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim), tem mantido contatos com a Polícia Civil, estando à inteira disposição para colaborar com o que for necessário para o pleno esclarecimento do caso e para garantir que os responsáveis respondam por seus atos na forma da lei. O MPCE repudia todas as formas de violência contra a mulher e reafirma seu compromisso na defesa e promoção dos direitos humanos".

Por meio de nota, a UNIFOR disse repudiar qualquer ato de violência e informa ter colocado sua estrutura de apoio jurídico e psicológico à disposição da vítima. 

MANIFESTAÇÃO

Estudantes e apoiadores bloquearam a Avenida Washington Soares, próximo a UNIFOR, em repúdio ao crime que, segundo denunciaram, teve fortes motivações políticas.


Por Alana Soares
Miséria.com.br

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