Setembro terminou com duas mulheres mortas no Cariri e o ano é 52% menos violento


Rogéria e Cidcleide foram assassinadas, respectivamente, nos bairros Mutirão e São Miguel em Crato (Foto:Reprodução)


O mês de setembro terminou com o registro de duas mulheres assassinadas na região do Cariri, sendo ambas em Crato após quatro homicídios contra pessoa do sexo feminino em agosto ou queda pela metade. Nos nove primeiros meses deste ano são onze mulheres mortas contra 21 na comparação com igual período do ano passado ou dez a menos representando uma queda na ordem de 52,4%.

Na comparação dos meses de setembro deste e do ano passado houve equiparação já que, em 2017, duas mulheres também foram mortas no nono mês. Este ano, mulheres tombaram sem vida em oito cidades, sendo uma no mês de janeiro, três em fevereiro, uma em julho, quatro em agosto e duas no mês passado. De acordo com levantamento feito pelo Site Miséria, foram assassinadas três pessoas do sexo feminino em Crato (27,3% do total no Cariri), duas em Juazeiro e as demais em Aurora, Caririaçu, Assaré, Jardim, Araripe e Brejo Santo.

No dia 5 de setembro a vendedora Rogéria Lima Alves, de 32 anos, que residia na Rua Antônio Carlos Jobim, 31 (Bairro Mutirão), foi morta a tiros dentro de sua casa e seu namorado saiu ferido. Segundo Elson Moreira, de 32 anos, residente naquele bairro dois homens encapuzados chegaram numa moto batendo à porta e se passando por policiais. A dupla adentrou o imóvel com armas em punho levou a filha da vítima para um dos quartos e o casal para o quintal. Rogéria foi executada e Elson lesionado com um tiro na perna direita.

Já no dia 16 a professora Cidcleide Bezerra Campos, de 41 anos, foi morta com uma facada pelo ex-marido Francisco Zilmário Figueiredo da Silva, de 48 anos, o ”Mário Mecânico”, que tentou o suicídio dentro da casa dela na Rua Joaquim Custódio no bairro São Miguel. O casal estava separado, pois o relacionamento era conflituoso e ele foi tentar reatar o relacionamento. Mário se auto-esfaqueou no pescoço e ficou internado sob escolta no Hospital São Camilo.




Por Demontier Tenório
Miséria.com.br

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