Com Museu inaugurado, arte de Mestre Françuli é atrativo turístico em Potengi


Como artesão do metal, Mestre Françuli se destaca por suas reproduções de aviões clássicos e comerciais (Foto:Fabiano Jr)


Pela expressão em seu rosto, Mestre Françuli deixou claro que mais feliz do que estava ali, talvez só no dia em que voou de avião pela primeira vez.

Dezenas de pessoas entravam e saiam de sua oficina, agora um Museu, o mais novo atrativo da cidade de Potengi. Vizinhos, conhecidos, jornalistas, produtores, fotógrafos e gente que o Mestre nunca sonhou em conhecer encheram sua rua de conversas, risos e festa.

A inauguração do Museu Oficina Mestre Françuli, no dia 15 de novembro, segunda entrega do tipo na cidade, reforçou a característica prima do conceito de “museu em casa”: valorização das pessoas e suas habilidades.

Idealizador do projeto, Alemberg Quindins, da Fundação Casa Grande e Sesc-RJ, sintetiza: “Já se visitam os mestres, mas o Museu é um potencializador e a partir dessa organização, gera-se inclusão e distribuição de renda. Agora, o visitante, turista, pesquisador deixa o dinheiro diretamente ao Mestre, gerando essa economia criativa e fortalece o turismo comunitário”.

Para Elane Lavor, gerente do Sesc Juazeiro, a criação de 16 Museus Orgânicos dos Mestres da Cultura é a reafirmação do compromisso da instituição com a cultura brasileira. “O objetivo é incentivar o dom de cada um e, nesse caso, não poderíamos, em hipótese alguma, deixar o Mestre Françuli, o inventor do sertão, de fora”.


A inauguração do Museu Oficina Mestre Françuli, no dia 15 de novembro (Foto: Fabiano Jr)

"Já comprei muitas coisas do Françuli, sou cliente dele. Achei bonito demais o que fizeram aqui e tomara que Potengi cresça mais com isso", disse Lúcia de Oliveira, moradora.

Francisco Dias de Oliveria, o “Françuli”, é agricultor, inventor e miniaturista no sertão de Potengi. Como artesão do metal, se destaca por suas reproduções de aviões clássicos e comerciais.

Encantado por aeronaves desde os 8 anos de idade, quando avistou o “bicho de metal” no céu, Françuli já recebia visitantes de diversas localidades em sua Oficina e sua história já foi contada em programas de Tv, jornais e revistas.

Para o sucessor do Mestre na arte do metal, José Brito de Morais, as coisas vão melhorar com a revitalização do espaço e abertura do Museu. Atualmente, parte da renda da família depende das vendas das miniaturas de Françuli.




Por Alana Soares/Agência Miséria
Miséria.com.br

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