Sem respostas, tragédia em Milagres completa um mês em meio a onda de ataques no Ceará


Marca de tiro em um suporte de placa no Centro da cidade (Foto: Alana Soares/Agência Miséria)


Há pelo menos cinco dias Fortaleza e mais 11 cidades, uma delas no Cariri, Aurora, sofrem com uma onda de violência sob ataques de criminosos organizados dentro de presídios no estado.

Há exatamente um mês, 14 pessoas, incluindo seis reféns, eram mortos em uma das maiores tragédias do Ceará, durante uma tentativa de assalto a banco em Milagres.

O que ocorreu em Milagres segue sem as devidas respostas, enquanto o governo do estado tenta estancar a sangria do que que já é a maior onda de violência da história cearense. Com apenas sete dias do novo governo, Camilo Santana (PT) já tem em solo cearense policiais da Força Nacional e até militares da Bahia.

No dia 7 de dezembro de 2018 Milagres viveu a madrugada mais sangrenta da cidade que este ano completa 173 anos. Oito pessoas acusadas de participar da ação criminosa no ano passado estão presas. Na cidade, a rotina volta ao normal aos poucos, mas o clima de tensão ainda é relatado por moradores.

No entorno dos bancos que seriam o alvo dos assaltos, as marcas do confronto com a polícia ainda podem ser vistas nos postes, muros e placas. Ganhou repercussão o caso de uma pequena comerciante que disse querer protestar o estado após um tiro destruir sua televisão.

O caso de repercussão internacional ainda deixa dúvidas sobre a origem dos tiros e a potencial falta de organização estratégica da abordagem tendo em vista que a polícia já estava preparada para receber os bandidos.

Após ser eleito com mais de 80% dos votos, Camilo Santana tem o maior desafio dos últimos quatro anos e e possivelmente o problema central do seu novo mandato. A Segurança Pública no estado passa também pelas decisões do secretário da pasta, André Costa, que após críticas permanece no cargo até segunda ordem.




Por Felipe Azevedo/ Agência Miséria
Miséria.com.br

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