Morre em Juazeiro o renomado escultor: "Homem das Velhas". Veja algumas peças - Araripe News

Morre em Juazeiro o renomado escultor: "Homem das Velhas". Veja algumas peças


“Diomar das Veias” morreu esta manhã num dos leitos do Hospital Regional do Cariri em Juazeiro (Foto: Arquivo pessoal)


O fígado de Diomar Freitas Dantas, de 45 anos, não agüentou a longa espera por um transplante hepático e levou consigo o renomado escultor com suas mãos habilidosas. O “Homem das Velhas” morreu na manhã desta quinta-feira num dos leitos do Hospital Regional do Cariri (HRC) em Juazeiro do Norte. Era paciente portador de cirrose hepática com recomendação médica de um transplante. Como não surgiu um doador compatível, a família autorizou a doação das córneas.

Estas foram captadas na manhã de hoje e os olhos do artesão seguirão para outra pessoa. Diomar nasceu em Acopaiara, mas, aos 12 anos, desembarcou com a família na terra de Padre Cícero. Já adulto, morou um tempo em Fortaleza e trabalhou como ambulante. No retorno a Juazeiro, ele peregrinou entre atividades na construção civil à prestação de serviço como mototaxista. A influência de Mestre Nino, um dos mais importantes escultores de Juazeiro, levou Diomar ao mundo da arte.


Veja algumas peças artesanais em madeira de Diomar (Foto: Arquivo pessoal)

Ele era vizinho do artista Nino e acompanhava de perto o seu trabalho quando o mestre se tornou o seu professor até morrer em 2000. Diomar começou esculpindo animais, mas trocou por figuras humanas e foram estas que o projetaram no mundo da arte. Na apresentação em seu blog consta que as figuras de velhas, sozinhas ou em grupo, lhe renderam o nome de “Homem das Velhas” e passaram a ser a marca do seu trabalho hoje exposto no Brasil, alguns países da Europa e nos Estados Unidos.

Sua projeção atraiu o interesse de mãe, Raimunda Dantas, que além de aprender com o filho a arte com a madeira imburana, se tornou artista do Centro de Cultura Mestre Noza em Juazeiro. As peças artesanais de Diomar estão à venda em galerias de arte popular de todo o Brasil. São beatas, rendeiras, rezadeiras, mulheres com menino nos braços, zangadas, alegres e por aí em diante quando Diomar procurava, com sua habilidade, representar as velhas caracteristicamente nordestinas de todas as maneiras.




Por Demontier Tenório
Miséria.com.br

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